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CONTRIBUIÇÃO DA AGROINDÚSTRIA FAMILIAR PARA O DESENVOLVIMENTO RURAL DO BRASIL

 

Maria Angélica Magalhães Lopes ¹

Rodrigo Fonseca Batista ¹

1. Universidade Anhanguera – Uniderp / Programa de Pós-Graduação Profissional em Agronegócio Sustentável

 

Palavras-chave: Agroindústrias rurais; Agricultura familiar; Censo Agropecuário. (3 a 5 palavras)

 

Introdução (600 a 1000 caracteres)

A discussão acerca do significado e da função da agricultura familiar no progresso do Brasil tem se intensificado com o passar dos anos. Esse crescimento no interesse é majoritariamente motivado por questões como desenvolvimento sustentável, criação de empregos e aumento de renda, além da segurança alimentar e fortalecimento das comunidades locais (FAO/INCRA, 2000).

No contexto das políticas públicas, uma das iniciativas de grande relevância foi a implementação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) em 1996, essencial para guiar as ações governamentais frente ao financiamento com taxas de juros reduzidas, a assistência técnica, o seguro rural e métodos exclusivos para assegurar a compra da produção (MIRANDA et al., 2017).

Favorecendo o crescimento e desenvolvimento da agroindústria familiar, os quais processam, beneficiam e transformam alimentos localizadas em suas propriedades rurais. Este modelo alternativo permite que os agricultores e suas famílias processem e transformem suas matérias-primas, rompendo com a prática comum de entregar produtos in natura para terceiros adicionarem valor facilitando a integração do produtor na cadeia de valor (CARVALHEIRO, 2010).

Objetivo (100 a 400 caracteres)

            Assim o objetivo foi evidenciar e comparar entre os Censos Agropecuário de 2006 e 2017, a contribuição da agroindústria familiar (AF) no Brasil a partir dos dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Material e Métodos (400 a 1000 caracteres)

Os dados utilizados para retratar a contribuição da agroindústria familiar no Brasil são provenientes dos Censos Agropecuário de 2006 e 2017 realizado pelo IBGE. São considerados agricultores familiares aqueles produtores que: possuem, a qualquer título, área de até 4 (quatro) módulos fiscais; utilizam, no mínimo, metade da força de trabalho familiar no processo produtivo e de geração de renda; obtêm, no mínimo, metade da renda familiar de atividades econômicas do seu estabelecimento ou empreendimento; e dirigem o seu estabelecimento ou empreendimento estritamente com sua família.

 

Resultados e Discussão (600 a 1000 caracteres)

Tanto no Censo de 2006 quanto de 2017, houve predominância das AF distribuídas nas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul, houve um decréscimo na participação da agricultura familiar. Já no Centro-Oeste, a participação da agricultura familiar entre as agroindústrias aumentou, de 73,7% em 2006 para 75,3% em 2017. No Nordeste as AF reduziram em 2,4% entre os Censos, o que pode estar relacionado ao período de estiagem registrado para essa região que antecedeu o Censo 2017. A região Norte contribuiu com 48,3% do crescimento das AF no país, que juntamente com a região Sul somaram 82,8%.

Segundo Almeida e Kudalavicz (2011), a terra representa vida e trabalho, e os agricultores familiares dedicam-se a terem uma vida digna no campo. Por meio dos vários cultivares, exploram estratégias de diversificação para gerar renda e comercializarem seus produtos, muitos realizam atividades adicionais fora de suas propriedades para complementar os ganhos da família.

 

Conclusão (200 a 500 caracteres)

Com base nos resultados apresentados, é possível verificar a importância da agricultura fa­miliar para o mantimento das famílias, bem como sua participação na produção de alimentos para a geração de renda e consumo familiar. No geral, há certa constância na contribuição da AF nos produtos da agroindústria distribuídos pelo Brasil, e que as agroindústrias familiares expandiram-se entre os estabelecimentos.

 

 

 

REFERÊNCIAS (100 a 1000 caracteres)

ALMEIDA, R. A.; KUDLAVICZ, M. A potencialidade da pequena unidade de produção em Mato Grosso do Sul: os censos agropecuários 1995/96 e 2006 em debate. In: FAISTING, A. L.; FARIAS, M de F. L. de (Org.). Direitos humanos, diversidade e movimentos sociais: um diálogo necessário. Dourados, MS: Ed. UFGD, 2011. p. 45-66.

CARVALHEIRO, E. M. A construção social de mercados para os produtos da agroindústria familiar.Porto Alegre, p. 17-191, 2010.

FAO/INCRA. Projeto de cooperação técnica INCRA/FAO. Novo retrato da agricultura familiar. O Brasil redescoberto. Brasília, 2000.

MIRANDA, C.; TORRENS, J.; MATTEI, L. (Orgs.). O legado das políticas públicas de desenvolvimento rural para a inclusão socioprodutiva no Brasil. Brasília: IICA, 2017.(Série Desenvolvimento Rural Sustentável; v. 24).

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Este estudo aborda a contribuição da agroindústria familiar para o desenvolvimento rural do Brasil, utilizando dados dos Censos Agropecuários de 2006 e 2017 do IBGE. As agroindústrias familiares são importantes para a geração de renda e a produção de alimentos. As regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul predominam nesse setor, com aumento da participação no Centro-Oeste. No entanto, o Nordeste teve uma diminuição devido à estiagem. A agricultura familiar diversifica suas atividades para complementar a renda. Em geral, as agroindústrias familiares têm contribuído positivamente para o país.

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